Análise de risco de acidentes de origem tecnológica é discutida na CETESB

Com realização da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB e da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia – FDTE, e com apoio da Associação Brasileira de Risco, Segurança de Processo e Confiabilidade – ABRisco, foi realizado na última sexta-feira (16/05) o encontro técnico sobre gerenciamento de risco de origem tecnológica, com objetivo de divulgar o convênio entre a CETESB e a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – EPUSP para a capacitação técnica dos envolvidos na análise e gerenciamento de risco tecnológico.O evento contou com palestras de especialistas da ABRisco, que abordaram o estado da arte da análise de risco tecnológico no Brasil e, também, de especialistas da Companhia Ambiental, apresentando a revisão da Norma CETESB P4.261 – Risco de acidente de origem tecnológica – Método para decisão e termos de referência.O diretor de Engenharia de Qualidade Ambiental da CETESB, Carlos Roberto dos Santos, ressaltou, na abertura do encontro, que a “análise de risco é uma atividade antiga na empresa, que fundamenta as questões de licenciamento ambiental, sendo uma ótima ferramenta para as tomadas de decisão”.

Ao se avaliar as dificuldades encontradas pelo Setor de Riscos Tecnológicos da Companhia, em especial na análise dos estudos, envolvendo um total de 4 mil processos – de 2001 a 2013 – , no âmbito do processo de licenciamento ambiental, segundo explicou o técnico do setor Sandro Roberto Tomaz, previu-se a necessidade de capacitação técnica dos envolvidos, com um curso introdutório, para conscientizar sobre a importância da ferramenta e apresentar a metodologia preconizada pela Norma CETESB P4.261.

E de acordo com o professor da EPUSP, Marcelo Ramos Martins, após as avaliações recebidas dos alunos, do curso atual, observou-se a necessidade de uma formação mais completa. Pensando nisso, a CETESB em parceria com a FDTE criou um curso com foco na formação, dividido em três módulos (básico, intermediário e avançado) e estruturado com o objetivo de atender um público heterogêneo.

O presidente da ABRisco, Enrique López Droguett, por sua vez, falou sobre o impacto na estimativa do risco ao se utilizar diferentes fontes de dados de taxas de falha. Luiz Fernando Seixas de Oliveira, também da ABRisco, apresentou as premissas para definição dos critérios de tolerabilidade de risco, além de citar exemplos de critérios usados na Holanda e Reino Unido, mostrando suas diferenças.

O evento, realizado no auditório Augusto Ruschi, na sede da Companhia, no bairro de Pinheiros, na capital, terminou com a apresentação da gerente do Setor de Riscos Tecnológicos da CETESB, Vivienne Minniti, na qual se comentou sobre o histórico da revisão da norma e aproveitou-se para destacar as mudanças e atualizações realizadas nesta revisão da norma, cujo objetivo é agilizar a elaboração e análise destes estudos e consequentemente, diminuir o tempo para concessão de licenças ambientais.

Participaram ainda do encontro o diretor da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia, João Antônio Machado Neto, e o diretor da EPUSP, José Roberto Castilho Piqueira.

Apresentações

Texto: Renata Figueiredo
Fotos: José Jorge