Seção 6.3: Execução do Plano de Investigação Confirmatória

Autores: Elton Gloeden, Vicente de Aquino Neto e André Silva Oliveira

1. Introdução

Na subetapa de Execução do Plano de Investigação Confirmatória, as ações e atividades previstas devem ser executadas de acordo com o planejamento e cronograma proposto (ver Seção 6.2).

As informações obtidas nessa subetapa devem ser interpretadas pelo responsável técnico, com o objetivo de atualizar o primeiro modelo conceitual da área (MCA 1), elaborado na etapa de Avaliação Preliminar, e gerar o segundo modelo conceitual da área (MCA 2), além de realizar a Classificação 3 (ver Seção 6.4).

A partir do MCA 2 será possível o planejamento das próximas etapas do Gerenciamento de Áreas Contaminadas (GAC), de Investigação Detalhada (ver Capítulo 7) e Avaliação de Risco (ver Capítulo 8), caso essas sejam necessárias, ou para encerrar o processo de GAC.

A subetapa de Execução do Plano de Investigação Confirmatória é composta pelas seguintes ações:

  • aplicação de métodos de investigação para o direcionamento das amostragens;
  • consolidação do Plano de Amostragem Definitivo de Investigação Confirmatória;
  • execução das amostragens e análises.

2. Aplicação de métodos de investigação para o direcionamento das amostragens

Quando observadas incertezas sobre a existência, localização e características das fontes de contaminação potenciais ou primárias registradas no MCA 1, podem ser aplicados métodos de investigação (ver Capítulo 14) visando proporcionar o direcionamento das amostragens e definir a distribuição espacial dos pontos de amostragem nos compartimentos do meio ambiente.

A aplicação desses métodos, quando necessária (ver Seção 6.2), deve ser realizada no início da subetapa de Execução do Plano de Investigação Confirmatória, visando dar subsídios para a consolidação do Plano Definitivo de Amostragem da Investigação Confirmatória.

3. Consolidação do Plano de Amostragem Definitivo da Investigação Confirmatória

O Plano de Amostragem Definitivo da Investigação Confirmatória deve ser revisto e consolidado com base nos resultados das investigações para direcionamento das amostragens (conforme item 2), e em novas informações levantadas em campo, durante a execução das primeiras sondagens ou amostragens realizadas na subetapa de Execução do Plano de Investigação Confirmatória.

Podem ser várias as possibilidades de refinamento do Plano Definitivo de Amostragem, em razão, principalmente, das características das fontes de contaminação potenciais ou primárias e dos compartimentos do meio ambiente ainda não completamente conhecidos nessa fase do Gerenciamento de Áreas Contaminadas (GAC), cujo conhecimento vem sendo construído gradativamente.

A aplicação de métodos de investigação, por exemplo, pode proporcionar uma estimativa da localização de uma fonte de contaminação potencial ou primária ou de uma pluma de contaminação dissolvida, permitindo a adoção de um design amostral direcionado posteriormente.

Novas informações obtidas durante as investigações de campo podem indicar, por exemplo, a presença de materiais resistentes ao método de perfuração utilizado, que resultem na substituição por outro método mais eficiente e eficaz (por exemplo, sondagens inclinadas). Quando não for de interesse do projeto mudar o método de perfuração, é possível que se altere o posicionamento do ponto de amostragem, desde que a nova localização permaneça dentro do volume representativo definido para o compartimento do meio ambiente a ser amostrado.

Portanto, os resultados da aplicação de métodos de investigação para o direcionamento das amostragens, assim como das informações obtidas em campo durante a execução da Investigação Confirmatória podem alterar significativamente o Plano de Amostragem Definitivo da Investigação Confirmatória, assim como os planos de infraestrutura e segurança, além do cronograma da etapa de Investigação Confirmatória.

4. Execução das amostragens e análises

Com base no Plano de Amostragem Definitivo da Investigação Confirmatória, revisado e consolidado, conforme item 3, deve ser dada continuidade as amostragens e análises programadas, utilizando métodos de perfuração e amostragem considerados adequados, selecionados em razão das características da fonte de contaminação potencial ou primária, das SQI, dos compartimentos do meio ambiente e dos bens a proteger.

Da mesma forma, devem ser aplicados os métodos analíticos selecionados, que devem atender aos limites de quantificação exigidos, inferiores aos respectivos valores de intervenção (VI).

A interpretação dos resultados obtidos durante a execução das investigações programadas deve ser apresentada por meio da construção do MCA 2 (ver Seção 6.4).