Governador lança pedra fundamental de laboratório de dioxinas e furanos

A CETESB – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental construirá um laboratório para a análise de dioxinas e furanos, conhecidos como poluentes orgânicos persistentes (POPs), oriundos principalmente de processos de combustão, que podem entrar na cadeia alimentar e bioacumular-se no organismo humano, causando problemas de saúde como toxicidade dérmica, imunotoxicidade e carcinogenicidade, com efeitos na reprodução, teratogênicos e endócrinos.

A pedra fundamental do laboratório, que será o primeiro de um órgão público no País – existe apenas um laboratório privado, no Rio de Janeiro –, será lançada amanhã, dia 21/9, às 15 horas, pelo governador Geraldo Alckmin em solenidade que ocorrerá na sede da CETESB, na Avenida Professor Frederico Hermann Jr., 345, Alto dos Pinheiros, em São Paulo.

Alckmin vai ainda realizar o plantio de uma muda de ipê-amarelo-paulista nos jardins da CETESB, dentro das comemorações do Dia da Árvore, e visitar as novas instalações do Laboratório de Química Inorgânica, totalmente reformado conforme prevê o plano de modernização da agência ambiental.

POPs
As dioxinas e furanos são compostos que integram a lista dos “doze sujos”, conforme deliberação aprovada na Convenção de Estocolmo. As fontes possíveis de formação incluem os incineradores de resíduos perigosos e hospitalares, as queimadas e vários tipos de queima e combustão que ocorrem nos processos industriais, além dos gases de escapamentos de veículos, principalmente diesel.

O novo laboratório da CETESB vai proporcionar um avanço na área de tecnologia e meio ambiente, oferecendo autonomia na detecção desses poluentes. O laboratório irá acomodar, entre outros equipamentos, um espectrômetro de massa de alta resolução, recebido do governo japonês em um programa de cooperação internacional, com valor aproximado de US$ 800 mil.

Segundo o presidente da CETESB, Rubens Lara, a agência ambiental já possui um laboratório para análise de poluentes orgânicos, mas “a manipulação de dioxinas e furanos exige condições bastante específicas de infra-estrutura e segurança operacional, por serem extremamente tóxicos”. Por esse motivo, o laboratório terá um espaço próprio para a execução dessas análises, ocupando área de 120 m2.