Rede de proteção do solo, organizada pela CETESB, envolve América Latina e Caribe

O Governo da Alemanha, por intermédio dos Ministérios de Pesquisa Tecnológica e de Cooperação Econômica e Desenvolvimento, apóia a iniciativa da CETESB de implantação de uma rede latino-americana e caribenha de proteção do solo, nos mesmos moldes do portal europeu para a gestão de solos e águas subterrâneas, remediação e revitalização de áreas contaminadas, conhecido como EUGRIS.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (9/12) por Detlef Grimski, coordenador do projeto de revitalização de áreas contaminadas da UBA (Umweltbundesamt), a Agência Federal de Meio Ambiente da Alemanha, durante encontro com o presidente da CETESB, Rubens Lara, na sede da companhia. Grimski adiantou que há possibilidades de aporte financeiro através do Ministério de Pesquisa alemão, para auxiliar na elaboração da proposta técnico-científica. Para tanto, deverão acontecer encontros internacionais com a participação de todos os países parceiros, para discussão de como deve ser estruturada esta rede, inicialmente denominada de RELASOL.

“O Governo da Alemanha tem todo interesse em apoiar essa iniciativa de conceituação, estruturação e implantação de uma rede latino-americana de proteção do solo”, ressaltou o representante da UBA, posição reforçada pelo coordenador do projeto GTZ no Brasil, Detlev Ullrich, acrescentando que a CETESB “é o único órgão da América Latina que tem condições de conduzir esse processo”.

A iniciativa também recebeu apoio do representante da Secretaria de Qualidade Ambiental e Assentamentos Humanos do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Eduardo, que também participou do encontro e confirmou a intenção do MMA de também criar uma rede nacional de proteção do solo, tendo como base todo o conhecimento técnico-científico da CETESB. A própria ministra Marina Silva já havia encampado a proposta do órgão ambiental paulista, ao defender no Fórum de Ministros de Meio Ambiente da América Latina e Caribe, realizado em novembro, na cidade de Caracas, na Venezuela, a criação da rede panamericana de proteção do solo.

“Fico satisfeito com a posição manifestada pelo governo alemão e vamos trabalhar para que outros eventuais parceiros internacionais, como a OPAS (Organização Panamericana de Saúde) e o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), possam se integrar a essa iniciativa, disponibilizando recursos técnicos e financeiros para sua viabilização”, disse o presidente da CETESB, Rubens Lara, ao agradecer a visita da comitiva alemã.

Também participaram da reunião, o consultor alemão pela GTZ, Andreas Marker; os diretores de Engenharia, Tecnologia e Qualidade Ambiental da CETESB, Lineu Bassoi, e de Controle de Poluição Ambiental, Otavio Okano, além de técnicos das áreas de contaminação do solo e de controle da companhia ambiental paulista.

Fotografia
José Jorge