Quem faz a história faz o futuro

Uma história de conquistas, em benefício das futuras gerações

Enfim, chegamos à última matéria da série “Você sabia?… sobre o corpo funcional…”, após dar uma passada no tempo, – pelos últimos cinquenta anos, – tendo lembrado dos pioneiros, dos primeiros funcionários, de alguns “personagens”, dos ex-presidentes, dos que já se foram, e também sobre as primeiras entidades com que os empregados da Companhia se organizaram, visando vida associativa e representação funcional.

Foram décadas de lutas, desafios e conquistas, além de um incontestável pioneirismo e liderança, originados do fato de a CETESB ter lançado os alicerces para o saneamento básico e ambiental no país. Do início oficial das atividades em 1968, com cerca de 30 pessoas, para um salto gigantesco, em qualidade e quantidade, dez anos depois, em 1978, quando já tínhamos 2.400 funcionários.

Em meados da década de 1980, acontecimentos importantes influenciaram decisivamente no que a agência ambiental paulista é hoje. O primeiro foi em 1986: o governador Franco Montoro instituiu o Sistema Estadual do Meio Ambiente e criou a Secretaria do Meio Ambiente (SMA). Na mesma oportunidade, como fruto da estratégia política do governo estadual, a CETESB passou por um amplo processo de descentralização em relação à sua sede central.

Em 1987, por decreto do governador Orestes Quércia, ocorreu a transferência e a vinculação de órgãos e entidades à Secretaria do Meio Ambiente. Foram transferidos para a SMA os seguintes órgãos da Administração Centralizada: Coordenadoria da Pesquisa de Recursos Naturais (CPRN), Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais (DEPRN), Institutos de Botânica (IBt), Florestal (IF), Geológico (IG) e da Pesca (este instituto retornaria para a Secretaria da Agricultura e Abastecimento), Comitê de Defesa do Litoral (CODEL) e Conselho Florestal do Estado, órgãos ligados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

Da Administração Descentralizada, viriam a CETESB, então ligada à Secretaria de Obras e Meio Ambiente, e a Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo (FF), vinda também da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Além disso, ficavam incluídas no campo funcional da SMA as funções a cargo da Coordenadoria Técnica da Superintendência de Desenvolvimento do Litoral Paulista (SUDELPA).

E, como fruto da estratégia política do governo estadual, a CETESB passou por um amplo processo de descentralização em relação à sua sede central, no bairro do Alto dos Pinheiros, na capital. Então, no início da década de 1990, a Companhia cobria todo o estado de São Paulo, com nove unidades regionais na Região Metropolitana de São Paulo e 22 no Interior.

Em 1993, por ocasião das comemorações dos 25 anos de existência, a empresa contava com 3.029 funcionários, entre técnicos e administrativos, distribuídos pelos seguintes níveis ocupacionais: 422 operacionais, 558 técnicos de nível médio, 1.041 técnicos de nível universitário; 719 técnicos administrativos; e 289 gerentes. Desse total, 333 encontravam-se prestando serviços na SMA e 212 estavam comissionados em outros órgãos públicos. A instituição contava ainda com 101 estagiários e 281 empregados de serviços de terceiros.

Em 2009, o governador José Serra alterava a denominação da CETESB, de Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, para Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, que permanece até os dias atuais. Mais importante, a lei determinava a unificação do licenciamento ambiental estadual, trazendo para a Companhia as responsabilidades antes a cargo do Departamento Estadual de Proteção aos Recursos Naturais (DEPRN) e do Departamento de Licenciamento e Fiscalização do Uso do Solo Metropolitano (DUSM).

Em 2018, a CETESB conta com cerca de 2 mil funcionários, 46 unidades descentralizadas e 18 laboratórios, após 50 anos de existência, se firmando como o principal órgão do país em expertise na área ambiental, além de ser referência e de ser respeitada no mundo todo. Neste ano somente, até agosto último, a Companhia havia realizado 436 mil análises ambientais, 182 mil licenciamentos e 72 mil ações de fiscalização, entre outros números.

Na formação acadêmica dos empregados, constam 1.484 (80,09%) com graduação, especialização, doutorado e pós-doutorado, e 369 (19,91%) com ensino básico, médio e técnico. São 746 empregados com até 20 anos de experiência (40%) e 1.111 com mais de 20 anos de serviços prestados (60%).

Dos 361 funcionários mais antigos, ativos na Companhia e contratados entre os anos de 1972 e 1979, o engenheiro químico Mário Liguori é o que possui mais tempo de casa, com crachá de nº 203, – ingressou em 1972, então com 28 anos de idade, e hoje atua no Setor de Avaliação de Efluentes (IPEE). O técnico ambiental Alcides Fontoura Pieri, que trabalha no Setor de Atendimento a Emergências (CEEQ), vem em segundo lugar. Os oito seguintes, na lista, são: o químico Dimas Andrade da Cunha (ABC I); Carlos Alberto M. Rodrigues, o “Carlinhos” (PMVA/SMA); Elisabete Barboza Frassini (ELHC); Renato Medice Kacinskis, o “Renatão” (ETGC); Vera Lucia de Moura (ELAQ); Marcelo Lupi (AAAG); Araci Pereira da Mota (AAAG); e Ladir Santana dos Santos, a “Dona Ladir” (ETGC), copeira da Presidência durante muitos anos.

A seguir, compõem a lista: Osvaldo Ussier Filho (EDT), Otacílio Acácio Neto (AAAG), Sonia Maria Martins Santiago (CBRN), Erico Cabral Carvalho (ELM), Agnaldo Ribeiro Vasconcellos (CEEQ), Arlete Sanches (CFA), Carlos Alberto Coimbrão (ELTA), Cleuza Costa de Aguiar (AASC), Dayse Terenzi Conceição (AAAS), Elizabeth Poletti Zani (P), Ivone Salete Amar (Ouvidoria SMA), José Jorge Neto (PCSI), José Roberto dos S. Meireles (ELM), Maria Lúcia Tomazoli (CTAP), Mário Yutaka Shimizu (AFCT), Vander Eustáquio Salomon (CMT) e Carlos Roberto Fanchini (CJJ).

Eles e os demais, entre tecnólogos, técnicos administrativos e ambientais, auditores, engenheiros, analistas ambientais e de educação ambiental, químicos, biólogos, arquitetos, secretárias, ajudantes de serviços gerais, escriturários, biomédicos, auxiliares de laboratório, operadores de centro de controle, farmacêuticos-bioquímicos, diretores, desenhistas, físicos, motoristas, jornalistas, telefonistas, advogados e tantos outros, que compõem esta grande família – a CETESB, que, aliás, hoje, é parte integrante e indissociável de uma família maior, – o Sistema Ambiental Paulista, todos, trabalham conjuntamente, em prol de um ambiente cada vez mais saudável e da manutenção da vida para as futuras gerações.

Texto: Mário Senaga
Revisão: Cris Leite
Fotos: Arquivo/José Jorge/Pedro Calado