Câmara Ambiental da Indústria de Couros, Peles, Assemelhados e Calçados

(Instalação: 18/06/98) Primeiro Presidente César Barros, da AMCOA.

Produtos da Câmara ambiental da indústria de couros, peles, assemelhados e calçados:

  • P4.233 – Lodos de Curtumes – Critérios para o Uso em Áreas Agrícolas e Procedimentos para a Apresentação de Projetos.
  • Procedimento de gerenciamento de resíduos de aparas de couro e de pó de rebaixadeira oriundos do curtimento ao cromo.

Setor Calçadista – Estado de São Paulo

  • Nº de Indústrias (IBGE 2015): 2.422.
  • Número de funcionários 2016: 46.321.
  • Exportação de calçados 2016: 9 milhões de pares / US$ 107,7 milhões.
  • Importação de calçados 2016: 15,9 milhões de pares / US$ 275,8 milhões.
  • FRANCA – 1496 Inds (2015).
  • BIRIGUI – 313 Inds (2015).
  • JAÚ – 218 Inds (2015).

Setor Curtumes – Brasil – Dados da CICB

  • 310 Plantas curtidoras
  • 2.800 Indústrias de componentes para couro e calçados,
  • 120 fábricas de máquinas e equipamentos.
  • 42.100 empregos diretos e movimenta US$ 3,5 bilhões a cada ano.

O superávit da balança comercial de couros do país em 2016 foi de 2 Bilhões de dólares. O couro brasileiro é exportado para 80 países como China, Itália e Estados Unidos. Processa anualmente cerca de 42 milhões de couros. O Brasil possui o maior rebanho bovino comercial do mundo. O estado do Rio Grande do Sul concentra o maior número de instalações industriais, cerca de 200, com 60% delas concentradas na região do Vale do Rio dos Sinos.

O processo produtivo dos curtumes consiste em transformar a pele do animal em couro. Essa transformação produz grande quantidade de efluentes líquidos, sólidos e gasosos.

O processo industrial completo, desde as peles “in natura” ou conservadas até o produto final, divide-se em etapas básicas: ribeira, curtimento, acabamento molhado e acabamento final. A etapa de maior consumo de água é a da “ribeira”, responsável pela maior parte da limpeza das peles, visando a remoção de impurezas para chegar ao produto final. Os resíduos podem ser encontrados na forma de efluentes líquidos, resíduos sólidos e emissões atmosféricas.

Demandas Ambientais do Setor de Couros e Calçados.

Coleta, transporte e destinação dos resíduos da indústria calçadista. Busca de sistema de Gestão adequado e facilitador, em vista do grande número de pequenas fontes geradoras de resíduos. Interesse do setor em se ter certificado de qualidade e de responsabilidade ambiental, principalmente para exportação de calçados.

Expectativa do Setor

  • Padronização de classificação, coleta e local de Destinação. CADRI.
  • Meta: na busca de Certificação de Qualidade, a adoção de uma sistemática da destinação correta dos resíduos.
  • CADRI institucional, para as indústrias que destinam para aterros dentro da área de responsabilidade de uma mesma Agência da CETESB desde que o setor esteja organizado e responsabilizando-se pela gestão.
  • Parcerias para estudo energético apoiado pelo Sistema Ambiental.

Produto futuros:

  • Revisão da Norma CETESB P4.233 Aplicação de lodo na Lavoura.
  • Levantamento de alternativas para os resíduos de couro e outros do setor, para os lodos do tratamento de efluentes e armazenamento, aterramento e utilização em solo agrícola (por ex. utilização de resíduos contendo Cromo, trivalente e hexavalente, na produção de insumos agrícolas).
  • Definição de indicadores do setor coureiro – calçadista, traçar metas.
  • Atualizar os principais aspectos ambientais do setor coureiro diante das atuais pesquisas desenvolvidas na redução, na reciclagem e na reutilização de resíduos. Avaliar evolução e ganhos ambientais.
  • Busca da Certificação de Procedência.