Instituto Mauá se integra à rede Paulista para elaborar Inventário Estadual de Emissões de Gases de Efeito Estufa

O Instituto Mauá de Tecnologia – IMT se engajou na rede de órgãos e entidades de pesquisa envolvidos na elaboração do primeiro inventário paulista de emissões de gases de efeito estufa, que está sendo coordenado pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental – CETESB e deve ser concluído em 2010.

O IMT, uma instituição de ensino universitário, com sede em São Caetano do Sul, e que já participou de estudos do IPCC sobre mudanças climáticas, assinou, em 30.03, convênio de cooperação técnica com a CETESB, para auxiliar o órgão ambiental na elaboração do inventário das emissões de gases de efeito estufa e que também destroem a camada de ozônio, incluídos nos Protocolos de Kyoto ou Montreal.

A formalização do convênio ocorreu na sede da CETESB, com a presença do presidente Fernando Rei, da agência paulista, do Superintendente Geral do Instituto Mauá, Paulo Sérgio Colli Bógus e do reitor e pró-reitor da instituição, Otávio de Mattos Silvares e Roberto Peixoto, respectivamente. Com base nas emissões geradas pelo setor produtivo e de transporte, a CETESB pretende estabelecer e mensurar ações voluntárias de mitigação empregadas por São Paulo, além de criar um padrão comparativo para outros estados brasileiros e governos regionais em todo o mundo. Com esta iniciativa, espera-se fortalecer a posição brasileira num segundo compromisso do Protocolo de Kyoto.

Na avaliação do pró-reitor e principal articulador desta parceria pelo IMT, Paulo Peixoto, “o inventário estadual terá uma contribuição adicional ao que vem sendo feito em nível nacional”, uma vez que amplia o escopo de gases a serem inventariados, acrescentando os clorofluorcarbonos e hidrofluorcarbonetos, que ficaram de fora do acordo de Kyoto.

Com a participação da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, que já encaminhou à Assembléia Legislativa o projeto de lei instituindo a Política Estadual de Mudanças Climáticas, a CETESB vem operacionalizando os trabalhos de organização do inventário paulista, estabelecendo uma rede técnica, formada por institutos, universidades e pesquisadores, que contribuirão tecnicamente durante a fase de coleta de dados. Ao estabelecer as parcerias e os planos de trabalho com os integrantes da rede, a agência passará a desenvolver um plano de ação que reúna e sistematize todas as formulações de políticas estaduais relacionadas à redução das emissões.

Outra atividade dos acordos firmados será o desenvolvimento de uma estratégia de comunicação em mudanças climáticas em São Paulo, com o objetivo de influenciar a formulação de políticas nos setores público e privados. Faz parte dessa estratégia a disseminação dos resultados do projeto para outros estados brasileiros.

Outra importante ação desenvolvida pela agência paulista é a de organizar e coordenar, em conjunto com o Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT, uma rede nacional de inventário de emissões de gases de efeito estufa no setor de resíduos sólidos urbanos, efluentes industriais e esgotos domésticos. O Brasil, como signatário da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, tem como uma de suas principais obrigações a elaboração e atualização periódica do Inventário Nacional de Emissões de Gases de efeito estufa, não controlados pelo Protocolo de Montreal.

O país apresentou seu primeiro inventário em dezembro de 2004, como parte da Comunicação Nacional Inicial do Brasil à Convenção do Clima e está preparando a sua Segunda Comunicação Nacional, contando com a colaboração da CETESB.

Texto
Renato Alonso