CETESB e Petrobras renovam convênio para elaboração de inventário de GEE

A CETESB e a Petrobras assinaram, no dia 9 de dezembro passado, a renovação de convênio de intercâmbio técnico e científico, para a atualização do 2º Relatório de Referência do Setor de Energia, compreendendo o período de 2009 a 2012, englobando dados de emissões de gases de efeito estufa (GEE) de todas as instalações da empresa petrolífera, localizadas no Estado de São Paulo.

O documento foi assinado pelo presidente da CETESB, Otávio Okano, e pela diretora de Avaliação de Impacto Ambiental, Ana Pasini. A Petrobras foi representada por Jayme de Seta Filho, gerente da Unidade de Segurança, Meio Ambiente, Eficiência Energética e Saúde.

Com o acordo, as ações de cooperação técnica se estenderão até 26 de março de 2013, possibilitando a consolidação do Inventário Paulista de Gases de Efeito Estufa (GEE), sob a coordenação do Programa de Mudanças Climáticas do Estado de São Paulo, desenvolvido pela CETESB. O documento contará também com dados de outras empresas e setores. As emissões consideradas no estudo serão o dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, que contribuem para a elevação da temperatura global.

A metodologia a ser adotada foi definida pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), agregando informações por matriz energética, tipo de combustível, fontes, atividades e categorias, que serão formatadas para compor o Inventário Nacional de Emissões de Gases de Efeito Estufa.

A expectativa é de aumento das emissões no período de 2009 a 2012, em relação ao levantamento anterior que englobou os anos de 1990 a 2008, em que o lançamento de dióxido de carbono para a atmosfera passaram de, respectivamente, 5,1 para 8,7 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

Segundo o estudo, as emissões de dióxido de carbono representam 99,26% do total, restando 0,36% para o metano e 0,37% para os óxidos nitrosos. Essas emissões são relativas às atividades das refinarias Presidente Bernardes, em Cubatão, Capuava, em Santo André, Henrique Lage, em São José dos Campos, e Paulínia, em Paulínia, além da Usina Termelétrica Fernando Gasparian. Outras fontes consideradas foram as atividades de transporte e distribuição de petróleo e derivados.