Inventário de Gases de Efeito Estufa: Sustentabilidade Corporativa e Pública – 2018

Em sua décima edição, curso de inventário de GEE é um sucesso

Representantes do IAP e Sanepar fizeram palestras na ESC em 12/9

A CETESB realizou, em 13 e 14 de setembro, a décima edição do curso “Inventário de Gases de Efeito Estufa: Sustentabilidade Corporativa e Pública”. As aulas foram ministradas por especialistas da agência ambiental e por profissionais da área.

O objetivo foi subsidiar os participantes, oriundos de empresas, indústrias e universidades, entre outros segmentos, com informações e exercícios práticos para apoiar a elaboração de inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE), que necessita ser entregue para CETESB, em atendimento à Decisão de Diretoria nº 254/2012.

O encontro contou, também, com a participação de representantes de setores da economia, que desejam gerenciar suas emissões de GEE. No total, foram 28 profissionais, inclusive de outros estados, como Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Tocantins.

Na abertura, a cientista social Josilene Ferrer, fez um breve histórico sobre a ciência do clima, do impacto da Convenção do Clima, do Protocolo de Kyoto e do Acordo de Paris. Foi apresentado, pela especialista, a legislação estadual e como a CETESB vem tratando a internalização do tema na agenda ambiental, e, em especial, em ações decorrentes da Decisão de Diretoria nº 254 de 2012, que determina a entrega de dados de emissão de GEE, para 29 segmentos da indústria paulista.

O gestor ambiental, George Magalhães, há sete anos à frente do Programa Brasileiro do GHG Protocol, deu continuidade ao curso, apresentando a ferramenta do GHG, com atividades práticas para elaboração de inventários corporativos. As novidades em termos de monitoramento das emissões, implementadas recentemente pelo Programa GHG Protocol, foram apresentadas, e os alunos tiveram contato com um conteúdo extremamente atualizado.

O economista Felipe Bottini, observador das Conferências das Partes da Convenção do Clima (COPs) e um dos fundadores da Associação Brasileira das Empresas de Verificação e Certificação de Inventários de GEE (ABRAVERI), abordou o tema da verificação e certificação.

Finalmente, o biólogo Roberto Strumpf, um dos profissionais responsáveis pela implantação do Programa GHG Protocol, no Brasil, juntamente com o agrônomo e cientista social Sergio Pacca, professor livre-docente da Universidade de São Paulo (USP), apresentaram os resultados dos Estudos de Baixo Carbono para a Indústria do Estado de São Paulo, de 2014 a 2030, para os setores de cal, cimento, siderurgia, química, realizado pela CETESB e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que utiliza a Curva MAC (Curva de Abatimento Marginal), ferramenta construída por equipes do Banco Mundial, gentilmente cedida para este projeto, que permite avaliar os custos e benefícios da implementação de tecnologias de baixo carbono.

O curso teve a coordenação de Josilene Ferrer e Daniel Huet. “Mais que o inventário em si, a contabilização da emissão de GEE é uma importante ferramenta de gestão, uma vez que permite uma visão adicional do processo e quais são as possibilidades de redução voluntária de emissões. É neste sentido que apresentamos também o estudo da Curva MAC, para setores das indústrias paulistas, ferramenta que permite analisar os custos e benefícios de tais reduções voluntárias,” sintetiza Daniel.

Texto
Cristina Couto

 

LEGISLAÇÃO

 

Album de Fotos