Câmara Ambiental da Madeira, do Mobiliário e de Papel, Papelão e Celulose

A Câmara Ambiental

Criada em 1997, manteve suas atividades por dois anos, retomando em março de 2017. Atualmente possui a seguinte composição:

  • Presidente da Câmara: Humberto Caldeira Cinque – Gerente de Meio Ambiente Industrial da Suzano Papel e Celulose
  • Presidente Suplente: Jonas Vitti – Gerente de Meio Ambiente da Suzano Papel e Celulose
  • Secretário Executivo: Amauri da Silva Moreira – CETESB
  • Secretário Suplente: João Humberto Sumere – CETESB
  • Colaboradoras: Joice Fujita e Viviane Cristina Nunes Stefano – ABTCP

A história nos traz à lembrança a 1ª Ata de assinada em 1995, e posteriormente, com a retomada em 2017, a definição de três grandes temas para discussão:

  1. Resíduos – por se tratar tema importante no Setor, como o licor negro que no passado era resíduo e a lignina que era lançada no corpo d’água, hoje ela é um subproduto e gera energia (vapor). Assim o resíduo inorgânico se transformou em corretivo para acidez solo. Já os resíduos que tem Carbono se transformam em resíduos de aproveitamento energético para queima de caldeiras. Começamos a trabalhar em compostos a partir de resíduos com fibra.
    Buscando diminuir cada vez mais a geração de resíduos para aterros, e o reaproveitamento destes resíduos como matérias primas para outros usos, e cada vez mais buscar o atendimento da Política de Resíduos Sólidos.
    Temos projetos novos com metas audaciosas e alternativas para os resíduos tendo a legislação como aliada, mas com vistas a eficiência que cada uma das empresas tem que dar à sua gestão ambiental.
  2. Licenciamento – para trabalhar com propostas para os prazos para renovação e simplificação das licenças de operação para aquelas empresas que comprovam eficiência na gestão.
  3. Disponibilidade Hídrica – como se preparar para momentos de estresse hídrico, com o advento das mudanças climáticas, da ocupação antrópica e a redução das matas ciliares, e que acabam contribuindo com a disponibilidade das bacias hidrográficas. O Setor quer mostrar suas experiências e buscar juntamente com o órgão ambiental, novas possibilidades de uso da água, dentro de padrões legais de admissibilidade.

Além do exposto, o Setor pretende juntamente com a CETESB, multiplicar os trabalhos da Câmara Ambiental, pelos estados brasileiros como MS, MA, ES e BA, com vistas à oportunidade de trocar experiências de boas práticas.

O Setor

O Setor de Papel e Celulose é muito organizado, com ênfase no sentido de buscar novas tecnologias de controle e prevenção de poluição, além de ter um histórico importante, por se tratar de uma atividade potencialmente poluidora, e no passado gerado impactos relevantes, principalmente na questão hídrica, pelo volume de lançamento de cargas e pela geração de odor. No entanto, ao longo dos anos, pela pressão da sociedade e de seus clientes e para atender a legislação ambiental, o Setor repensou e adaptou seus parques e plantas, manteve-se na contínua busca melhores tecnologias, automação do processo e no treinamento e capacitação de pessoas.

Atualmente o Setor de Celulose e Papel é composto por 220 empresas, entre pequenas, médias e grandes, com atividade em 540 municípios, localizados em 18 Estados do Brasil, gerando 128 mil empregos diretos e 640 mil empregos indiretos. Em 2013, totalizou exportações de US$ 6,7 bilhões, com saldo de US$ 4,7 bilhões na balança comercial. Esse saldo foi da ordem de US$ 6,6 bilhões no ano de 2016. Foi responsável pela geração de R$ 11,3 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais: 0,9% da arrecadação nacional.

A indústria de celulose do Brasil é a 4ª maior do mundo em volume de produção, enquanto a de papel no País, ocupa a 9ª posição no ranking de fabricantes mundiais.

A área florestal preservada pelas empresas que atuam neste segmento industrial é de 2,9 milhões de hectares. Para fins industriais, o setor de celulose e papel planta mais 2,2 milhões de hectares, sendo a maior parte destas florestas certificadas. O plantio de árvores é responsável por cerca de 3,8 milhões de empregos diretos e indiretos.

Os projetos de investimento das empresas, em andamento ou previstos, que visam ao aumento dos plantios, ampliação de fábricas e novas unidades, são da ordem de R$ 40 bilhões de 2016 a 2020;
Essa atuação sustentável – que preserva o meio ambiente e simultaneamente gera contrapartida social a partir de suas atividades – faz com que a biodiversidade seja protegida, bem como os recursos hídricos. Desta forma, as florestas plantadas pelo setor geram contribuição ambiental, pelo sequestro de CO2, conservação do solo e restauração de terras degradadas.

Na Câmara Ambiental o Setor está representado por 10 empresas de celulose e papel, vinculadas à ABTCP – Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel, que faz o papel técnico e estratégico e representa o Setor internacionalmente e ao IBÁ – Indústria Brasileira de Árvores, que faz o trabalho político e institucional. As duas – ABTCP e IBÁ – se complementam na representação do Setor no Brasil e no Exterior.

Evolução da Produção Brasileira de Celulose 1.000 Toneladas

Evolução da Produção Brasileira de Papel 1.000 Toneladas

Benefícios ambientais

  • Os 7,8 milhões de hectares de árvores plantadas absorvem 1,7 bilhão de toneladas de CO2eq da atmosfera;
  • 5,6 milhões de hectares de áreas de conservação de vegetação nativa, na forma de Áreas de Preservação Permanente (APPs), de Reserva Legal (RL) e de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPNs) representam um estoque médio de 2,48 bilhões de toneladas de CO2eq;
  • 70% dos plantios são certificados, garantindo a sustentabilidade e as boas práticas do setor;
  • Em 2015, foram produzidos, a partir de energia limpa, 65,1 milhões de giga joules, o que representa 67% do consumo energético do setor.

Benefícios sociais

  • Os investimentos em programas sociais totalizam R$ 285 milhões, distribuídos em programas de saúde, cultura, qualidade de vida e educação;
  • As iniciativas beneficiam cerca de dois milhões de pessoas, em aproximadamente mil municípios, consolidando o setor brasileiro de base florestal como indutor de desenvolvimento econômico e social do País;
  • Fixação da população no meio rural e geração de renda para as comunidades do entorno das unidades de negócio das empresas do setor;
  • 18,7 mil famílias beneficiadas por programas de fomento em 2015.

Representantes do Setor:

  1. ABTCP – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA TÉCNICA DE CELULOSE E PAPEL
    Titular: Nei Rubens Lima
    Suplente: Pedro de Toledo Piza
  2. BIGNARDI – GRUPO BIGNARDI – SOLUÇÃO EM PAPEIS
    Titular: José Reinaldo Marquezini
    Suplente: Lilian Cristina Roque
  3. BRACELL – EMPRESA – antiga LWARCELL
    Titular: Christiano Ometto Martini
    Suplente: Mariana Perini Giraldi
  4. INTERNATIONAL PAPER – EMPRESA
    Titular: Paulo Cassim
    Suplente: Mariana de Carvalho Claudio
  5. KLABIN S/A – EMPRESA
    Titular: Júlio Cesar Batista Nogueira
    Suplente: Leandro Lopes Izidio
  6. MD PAPÉIS
    Titular: Rodrigo Vaz Domingues
    Suplente: Aliny Frugoli Porto
  7. MELHORAMENTOS CMPC
    Titular: Fernanda Caroline Santini
    Suplente: Robson Lima de Menezes
  8. OJI PAPÉIS ESPECIAIS
    Titular: João Luís Duarte
    Suplente: Tatiane Alessandra Sudário Furlan
  9. PAPIRUS INDÚSTRIA DE PAPEL
    Titular: José Eduardo Alessio Falcetti
    Suplente: Mariana Perini Giraldi
  10. SUZANO
    Titular: Jonas Vitti
    Suplente: Marcos Antonio Cordeiro
    Titular: Umberto Caldeira Cinque
    Suplente: Camila Reggiani da Silva

CONVIDADA
Maria Luiza Otelo D’Almeida – IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas

Representantes da CETESB/SIMA:

  1. DIRETORIA DE CONTROLE E LICENCIAMENTO AMBIENTAL
    Titular: Amauri da Silva Monteiro – Agência Ambiental de Jaboticabal
    Suplente: João Humberto Sumere – Agência Ambiental de Limeira
  2. DIRETORIA DE ENGENHARIA E QUALIDADE AMBIENTAL
    Titular: Jesuíno Romano – EQQA – Setor de Amostragem de Análise do Ar
    Suplente: Maria Cristina N. de Oliveira – EQQA – Setor de Amostragem de Análise do Ar
  3. DIRETORIA DE IMPACTO AMBIENTAL
    Titular: Sandra Ruri Fugita – IPEE – Setor de Avaliação de Efluentes

Amparo Legal

Decisão de Diretoria nº 251/2017/P, de 05 de setembro de 2017 – que dispõe sobre o Regimento Interno das Câmaras Ambientais do Estado de São Paulo.

Grupos de Trabalho

GT.1 – Resíduos Sólidos

Objetivo: apontar oportunidades de melhorias, no que se refere ao tema Resíduos Sólidos, já que no processo de fabricação de celulose e papel há a geração de resíduos que possuem grandes potenciais como reutilização e comercialização, tornando-o assim, um subproduto para outros processos.

Resolução nº 005/2018/P, de 23 de janeiro de 2018

Coordenação CETESB:

Titular: João Humberto Sumere
Suplente: Patricia Souza M. Barbosa
SETOR: Jonas Vitti
Status: Redação final do produto aprovada em Plenária de 12.12.2019, com ressalvas para revisão de texto, a ser submetida para consenso.

(versão janeiro 2020)