CETESB sedia encontro internacional sobre poluentes orgânicos persistentes

A CETESB – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental está recebendo especialistas de vários paises sul-americanos, que estão participando do Workshop Regional para América do Sul sobre “Destruição Ambiental Saudável e Descontaminação de Resíduos Contendo Poluentes Orgânicos Persistentes no Contexto das Convenções de Basiléia e Estocolmo”.

O encontro foi iniciado nessa terça-feira (7/12) e deverá se estender até a próxima sexta-feira (10/12), cujo objetivo é a revisão de novas tecnologias para a eliminação dos resíduos de poluentes orgânicos persistentes – POPs. Estão presentes representantes da Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Venezuela e Uruguai, além do Brasil.

Os debates estão se baseando na convenções de Basiléia e Estocolmo, que tratam do controle e extinção de resíduos para a proteção da saúde humana e do meio ambiente. O presidente da CETESB, Rubens Lara, salientou na abertura da programação que “nos 36 anos de existência da agência ambiental paulista, a sua atuação teve como meta principal melhorar a qualidade ambiental e conseqüentemente a saúde da população”.

Como exemplo desse empenho, Lara ressaltou a construção, em janeiro de 2005, do primeiro laboratório público brasileiro para análise de dioxinas e furanos na sede da CETESB.
Para Vincent Jugalt, secretário da Convenção da Basiléia, “o encontro irá proporcionar o conhecimento de novas tecnologias utilizadas com sucesso na diminuição de resíduos, seguindo as metas determinadas pela Convenção da Basiléia.”

Já Leila Dêia, do Centro Regional Sul-americano de Basiléia, reforçou que o encontro é um avanço nas relações internacionais sobre o controle dos POPs. “É a primeira vez que um encontro é realizado fora da nossa sede, em Buenos Aires. O Centro Regional está expandindo sua influência para outros países da América do Sul”, comemora.

Os POPs são poluentes altamente tóxicos, resistentes à degradação e estáveis no ambiente aquático e terrestre. Caracterizam-se pela capacidade de se acumular no organismo humano, em particular nos tecidos adiposos. As duas convenções internacionais objetivam controlar o uso, produção e liberação desses poluentes, que são encontrados nos cinco continentes e na Antártida e podem
ser transportados pelo ar, água e espécies migratórias.

“Devemos sair desse encontro fortalecidos. Não devemos apresentar somente teorias, mas a criação de um projeto-piloto a ser utilizado em toda a América
do Sul”, completa Leila Dêvia.

Texto:
Cris Couto
Fotos:
Pedro Calado