Saiba como é monitorada a qualidade do ar que você respira

A CETESB monitora a qualidade do ar em tempo real, todos os dias do ano, por meio das suas estações localizadas na Região Metropolitana de São Paulo – RMSP, no interior e no litoral do Estado.

A rede de avaliação da qualidade do ar da CETESB prioriza o monitoramento sistemático do grupo de poluentes consagrados internacionalmente como indicadores da qualidade do ar em razão de sua maior frequência de ocorrência e dos efeitos adversos que causam à saúde e ao meio ambiente.

São monitorados, principalmente, os poluentes regulamentados, cujos padrões de qualidade do ar estão estabelecidos no Decreto Estadual nº 59.113/2013 e pela Resolução CONAMA nº 491/2018.

Na rede automática são medidos atualmente os seguintes poluentes: partículas inaláveis (MP10), partículas inaláveis finas (MP2,5), dióxido de enxofre (SO2), óxidos de nitrogênio (NO, NO2 e NOx), monóxido de carbono (CO), ozônio (O3), compostos de enxofre reduzido (ERT), benzeno e tolueno, além de parâmetros meteorológicos como direção e velocidade dos ventos, temperatura, umidade relativa do ar etc.

As estações da rede automática se caracterizam pela capacidade de processar na forma de médias horárias, no próprio local e em tempo real, as amostragens realizadas a intervalos de cinco segundos. Essas médias horárias são transmitidas para a central de telemetria e armazenadas em servidor de banco de dados dedicado, onde passam por processo de validação técnica periódica e, posteriormente, são disponibilizadas de hora em hora no endereço eletrônico da CETESB.

Nas estações da rede manual, a amostragem é realizada durante 24 horas a cada 6 dias e durante 1 mês no caso dos amostradores passivos. As amostras coletadas são analisadas nos laboratórios da CETESB.

Os dados gerados nas redes de monitoramento permitem avaliar a qualidade do ar que é respirado pela população, comparar a concentração dos poluentes medidos à luz dos valores recomendados para proteção da saúde das pessoas, acompanhar as tendências e mudanças na qualidade do ar devido às alterações nas emissões dos poluentes e assim auxiliar no planejamento de ações e programas de controle das fontes de emissão, entre outros.

Maiores informações estão disponíveis em: cetesb.sp.gov.br/ar/

 

Hoje, vamos informar sobre um poluente importante, principalmente, no verão e primavera, o Ozônio.

Ozônio

Embora benéfico na estratosfera, a mais de 20 km de altitude, quando forma uma camada protetora contra a radiação ultravioleta, tem efeitos tóxicos na faixa da atmosfera, mais próxima ao solo, onde respiramos. Dessa forma, é considerado um poluente atmosférico importante, sendo analisado pela CETESB em sua rede de monitoramento da qualidade do ar.

O ozônio não é emitido diretamente na atmosfera por nenhuma fonte, mas formado por meio de reações entre os óxidos de nitrogênio – emitidos por processos de combustão – veicular e industrial – e os compostos orgânicos voláteis – emitidos em processos evaporativos, queima incompleta de combustíveis automotivos e em processos industriais -, na presença de luz solar.

Historicamente, as concentrações mais elevadas ocorrem com maior frequência no período de primavera e verão, épocas em que a incidência da radiação solar é mais intensa e as temperaturas são mais elevadas.

Revisão: Cristina Leite
Arte de capa – Kissy.