Cetesb remodela estações automáticas de medição da qualidade do ar na RMSP

A rede de monitoramento da qualidade do ar da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) vai passar por uma nova remodelação. A estação Parque D. Pedro, localizada no centro da cidade de São Paulo, foi a primeira a ganhar uma nova estrutura para abrigar equipamentos de última geração, com tecnologia mais avançada de medição, que permitirão procedimentos mais refinados de controle de qualidade.

A atualização dos equipamentos deverá contemplar 13 das 28 estações automáticas de monitoramento da qualidade do ar da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), utilizando recursos provenientes da compensação ambiental do licenciamento do Rodoanel – Trecho Norte. A troca de equipamentos deverá reduzir eventuais paralisações para manutenção, como ocorre atualmente, aumentando o total de dados gerados nas estações.

A estação Parque D. Pedro que, desde a sua instalação, em 1981, já passou por várias renovações, terá agora ganhar um novo desenho permitindo a visualização dos equipamentos e o acompanhamento das operações de medição da qualidade do ar.Parque D.Pedro 2

Localizada no espaço do Museu Catavento – Espaço Cultural da Ciência, a estação passará a fazer parte do circuito de visitação dessa instituição, que recebe grande número de estudantes, inclusive nos finais de semana. Terá, desta maneira, também uma função educacional dirimindo dúvidas e conscientizando a população acerca de questões sobre meio ambiente.

A estação, além dos poluentes monitorados anteriormente, passará a medir as partículas inaláveis finas (MP2,5). Os métodos de medição utilizados em toda a rede de monitoramento da qualidade do ar da Cetesb seguem o preconizado internacionalmente e os equipamentos utilizados atendem aos padrões recomendados pela USEPA, a agência ambiental americana. Todos os sistemas de medição passam por rotinas de calibração e por procedimentos de manutenção periódica, e os dados gerados por processo de controle de qualidade e validação técnica.

O início

O monitoramento da qualidade do ar, com a avaliação das concentrações de poluentes na RMSP, foi iniciado na década de 1970 com a utilização de estações manuais. Em 1981, foi implantada a rede automática, com 25 estações fixas na RMSP e Cubatão. Além de ampliar a gama de poluentes avaliados, a implantação dessa rede possibilitou o acompanhamento dos dados em tempo real.

Desde a implantação das redes manual e automática de monitoramento, foram feitas muitas alterações na configuração das mesmas, com a substituição de monitores e tecnologias, instalação de novas estações, ampliação dos parâmetros monitorados e outras.

Os dados sobre concentração dos poluentes atmosféricos coletados ao longo de mais de quatro décadas constituem uma série histórica significativa contribuindo para o desenvolvimento de programas para o controle das emissões veiculares, embasando as ações de controle das emissões atmosféricas industriais e os processos de licenciamento com a finalidade de reduzir os impactos sobre a qualidade do ar. Além disso, esses dados oferecem subsídios para as áreas de saúde em estudos relacionados à poluição do ar.

Para avaliar as concentrações dos poluentes atmosféricos, encontram-se em operação atualmente, na RMSP, 28 das 59 estações que compõem a rede automática de monitoramento da qualidade do ar da Cetesb. A região conta também com 11 pontos de medição manual.

Na última década, a rede automática de monitoramento da qualidade do ar na RMSP sofreu modificações expandindo-se para regiões densamente povoadas mais distantes da área central, sendo que de 2005 a 2015 o número de estações aumentou de 22 para 28, aprimorando assim o diagnóstico da região. Nesse período, a rede de estações automáticas fixas no Interior e no Litoral do Estado saltou de seis para 29.

As informações sobre a qualidade do ar são disponibilizadas em tempo real no endereço eletrônico da Cetesb (www.cetesb.sp.gov.br) constituindo-se em importante ferramenta para a conscientização da população sobre os problemas de poluição do ar, possibilitando a adoção de medidas para amenizar os problemas e para a proteção da saúde quando os níveis de poluentes estiverem elevados.