13° Seminário do Dia do Ozônio – Campinas, 2008

  • Sobre o Evento

    CETESB cria Câmara Ambiental da Refrigeração para discutir redução de uso de substâncias que agridem a camada de ozônio.

    Ela encontra-se distante entre 10 a 15 quilômetros da superfície da Terra, mas há trinta anos faz parte das pesquisas de cientistas e ambientalistas que estão preocupados com as freqüentes ameaças à vida no Planeta. Trata-se da camada de ozônio, um cinturão de gases com alta concentração de ozônio (O3), que nos protege contra a radiação dos raios ultravioletas emitidos pelo Sol e que está sendo intensamente agredida pelos efeitos da poluição decorrente da industrialização mundial.Diante da relevância do problema, a CETESB – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental aproveitou a realização do 13º Seminário de Comemoração do Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio, nesta quinta-feira (25/9), em Campinas, para a instalação da Câmara Ambiental do Setor de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação.

    O setor reúne fabricantes e técnicos que trabalham no conserto de refrigeradores, “freezers”, condicionadores de ar e outros aparelhos que geram frio e que utilizam gases como o clorofluorcarbono (CFC), hidroclorofluorcarbono (HCFC), tetracloreto de carbono (CTC ) e halon, além do brometo de metila (potente agrotóxico largamente utilizado na produção agrícola), substâncias que figuram entre as mais agressoras à camada de ozônio quando liberadas na atmosfera. Os índices revelam que os aparelhos são responsáveis por 98% do aumento da abertura na camada de ozônio, enquanto as espumas ficam com 1% e os solventes e os agrotóxicos também com 1%.

    A missão da Câmara Ambiental da Refrigeração será de conscientizar o setor a eliminar a produção e o consumo dos chamados SDOs – substâncias químicas que destróem a camada de ozônio. Nas duas últimas décadas, o Brasil reduziu significativamente a produção e consumo de SDOs. Os resultados apontam para a eliminação de 95,4% no uso de CFC no país – o corte foi de 10.525 toneladas, média de consumo entre 1995-1997, para 478 toneladas, registradas em 2006.

    Os esforços estão concentrados, agora, na redução do HCFC, o principal substituto do CFC, a substância que mais agride a camada de ozônio e que já foi praticamente eliminada pelo Brasil em 2006, antecipando as metas estabelecidas pelo Protocolo de Montreal, acordo firmado entre países há 20 anos. No acordo, o prazo para eliminação do uso do HCFC no país possui duas etapas: a primeira é o congelamento do consumo a partir de 2016, nos níveis do consumo de 2015 e, posteriormente, a completa eliminação em 2040. A ABRAVA – Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento, em sintonia com a CETESB, que coordena o PROZONESP – Programa Estadual de Prevenção à Destruição da Camada de Ozônio, quer reduzir este prazo de congelamento para 2012 e a eliminação para 2030, que é a data prevista para os países do primeiro mundo.

    “Mas, apesar dos esforços e do bom entendimento entre o setor produtivo e a área governamental, os avanços ainda são poucos e insuficientes para eliminação completa desses gases”, afirma o presidente da CETESB, Fernando Rei. Segundo o dirigente da agência ambiental, o Estado de São Paulo continua com um esforço isolado diante dos demais entes da federação, no trabalho de reduzir ou eliminar a utilização dos CFCs e HCFCs. “Precisamos trabalhar em agendas setoriais e multiplicar e permear as ações entre todos os estados brasileiros”, argumenta Rei.

    A Câmara Ambiental do Setor de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação, a décima terceira em atividade no Estado, é integrada por representantes da FIESP, SENAI, CETESB, ARPOL (fabricantes de tintas) e Refrigeração Bandeirantes, Dupont. O órgão será presidido por Paulo Neulaender, diretor de Meio Ambiente da ABRAVA. A solenidade instalação contou com as presenças de Ruy De Góes, diretor de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, e Sueli Carvalho, do PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, além de João Wagner Silva Alves, da Divisão de Questões Globais, e Josilene Ferrer, coordenadora do PROZONESP, ambos da CETESB.

    Texto: Renato Alonso

  • Programa

    “13º Seminário de Comemoração do Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio”

    Dia 25 de setembro de 2008
    Das 08h00 às 12h30
    Hotel Nacional Inn

    Programação

    • 08h00 – Inscrições / Café da manhã
    • 09h00 – Abertura
    • 09h30 – Cerimônia de Homenagem do Grupo Ozônio para os Profissionais Francisco de Assis Gonçalves e Paulo Egevan Rossetto da Escola Senai “Oscar Rodrigues Alves”
    • 09h45 – Plano Nacional de Eliminação dos HCFCs, Protocolo de Montreal e Protocolo de Quioto
      • Ruy De Góes, Diretor de Qualidade Ambiental, Ministério do Meio Ambiente
    • 10h15 – Mudanças globais: aquecimento do clima e camada de ozônio, impactos na saúde humana e no planeta
      • Josilene Ticianelli Vannuzini Ferrer, Prozonesp e Proclima/ CETESB
    • 10H45 – Eficiência energética e panorama atual do setor de refrigeração e ar condicionado
      • Paulo Neulaender, Diretor de Meio Ambiente, ABRAVA

    Local: Hotel Nacional Inn
    Av. Benedito Campos, 35 Jd. do Trevo
    Campinas – SP
    Tel.(19) 3273-0700

  • Notícias
  • Homenagem
    Placa de homenagem concedida pelo GRUPO OZÔNIO ao Sr. Paulo Egevan Rossetto, da Escola Senai “Oscar Rodrigues Alves”

    Placa de homenagem concedida pelo GRUPO OZÔNIO ao Sr. Paulo Egevan Rossetto, da Escola Senai “Oscar Rodrigues Alves”

    Placa de homenagem concedida pelo GRUPO OZÔNIO ao Sr. Francisco de Assis Gonçalves, da Escola Senai “Oscar Rodrigues Alves”

    Placa de homenagem concedida pelo GRUPO OZÔNIO ao Sr. Francisco de Assis Gonçalves, da Escola Senai “Oscar Rodrigues Alves”

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