Sinônimo de empatia a horta solidária é, também, uma atividade terapêutica

Nova “safra” deverá agraciar os colaboradores terceirizados da sede da Companhia com verduras, como alface, rúcula e almeirão

Vocês se lembram da Horta Solidária da CETESB?

Para quem, nestes tempos de pandemia, se esqueceu dela ou pensou que o projeto foi abandonado, saibam que, sim, com a decretação do isolamento social e da drástica redução do quadro presencial de funcionários e terceirizados, o projeto chegou a dar uma pequena recuada, mas logo seus responsáveis conseguiram reorganizá-lo e as atividades na horta foram retomadas.

“Até como uma forma de ‘terapia’ para enfrentamento da situação vivenciada”, conforme frisa Denise Faggionato Kimura, gerente do AAAZ – Setor de Zeladoria da CETESB.

Como o próprio nome do setor sugere, Denise e sua equipe zelam e acompanham atentamente, entre outras atribuições, o dia a dia das mudas e das plantinhas, visando mantê-las saudáveis, e produzindo, para o bem, afinal, dos beneficiados, colaboradores terceirizados da sede da Companhia.

Os comtemplados com as cestas são a razão da Horta Solidária, localizada no alto do Prédio 12, também conhecido como “Bolo de Noiva”, acessível por escadas que saem do 5º andar. A vista panorâmica do terraço, aliás, é privilegiada e das mais belas. Trabalhar no local é aproveitar de alguns momentos de paz.

Vale lembrar que o projeto, idealizado pelo Departamento de Suprimentos e Serviços Administrativos, em 2019, e executado, na época, pelo Setor de Apoio Administrativo e Logística Descentralizada, foi iniciado em junho daquele ano e durante a sua instalação a criatividade levou ao reaproveitamento de vários materiais descartáveis, provenientes de diversos setores da empresa, como caixas plásticas e de inox; resíduos de obras, como canos de metal e bancadas de pia; e até resíduos da gráfica, como retalhos de lonas para a fixação de canteiros.

Além dos utensílios reaproveitados, observa Denise, “saíamos a campo em busca de outros, e, com uma verba arrecadada por meio de uma ‘vaquinha’ solidária, de contribuintes gerentes de toda a companhia, adquirimos paletes usados e caixas de feira, para complementar a construção”.

Segundo Denise, com a “vaquinha”, foi possível comprar terra e ferramentas, além das primeiras 1.035 mudas de hortaliças e árvores frutíferas, com a primeira colheita no início de outubro de 2019, quando foram distribuídas 40 sacolas com variados tipos de verduras, sendo os principais beneficiários os colaboradores de serviços terceirizados da sede.

Ela diz que, a partir da colheita inicial, os trabalhos na horta nunca pararam, sempre com a colaboração dos terceirizados e de um grupo voluntário da Sede, para a rega, plantios e colheitas.

Resumindo, desde o início do projeto até o momento foram adquiridas mais de 4.200 mudas de hortaliças e realizadas 16 colheitas, que beneficiaram os quase 80 colaboradores terceirizados da sede.

Conforme Denise, a arrecadação solidária continua. São doações dos gerentes do Departamento de Suprimentos e Serviços Administrativos, para aquisição das mudas. A doação conta, especialmente, com a atenção de uma das voluntárias, que gentilmente aproveita as idas ao sítio da família, em Ibiúna, e traz diversas mudas para o plantio na horta.

Atualmente, as principais hortaliças cultivadas são aquelas mais tradicionais, que tem um tempo de cultivo menor, abrangendo verduras, como alface, rúcula e almeirão. Além dessas, são cultivados outros tipos, como beterraba, cenoura, rabanete, couve e temperos, e a adubação e controle de pragas são totalmente livres de produtos químicos, um desafio enfrentado nos trabalhos.

Para a gerente da Zeladoria, nos próximos dias deverá ocorrer uma nova colheita. A expectativa é de 190 pés de alfaces e rúculas, distribuídos aos terceirizados de limpeza, copeiragem, portaria, recepção e vigilância. “E agora, com o retorno das atividades presenciais, esperamos o apoio de novos voluntários e, assim, aumentar a produção para os colaboradores mais carentes”, reforça Denise.

Vamos colaborar? Fica o convite.


Texto: Mário Senaga
Revisão: Cris Leite
Fotografia: Pedro Calado