ESTUDO DE BAIXO CARBONO PARA A INDÚSTRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO DE 2014 A 2030

Os documentos abaixo são resultados de uma parceria entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) para o desenvolvimento de estudos exploratórios setoriais para a indústria paulista, que considerou quatro setores: o siderúrgico, o químico, o de cimento e o de cal, além de apresentar o relatório síntese, que compila as informações destes quatro setores. Este último relatório apresenta uma análise dos estudos realizados e seus resultados, incluindo informações sobre as principais premissas adotadas, o método de análise, as projeções das variáveis de interesse ao longo do período analisado, a coleta de dados dos setores modelados e a análise dos resultados.

No estudo foram estabelecidos Cenários de Referência (CR) e de Baixo Carbono (CBC), entre 2014 e 2030, considerando as emissões de GEE de processo e do consumo de energia e as respectivas alternativas de mitigação para os diferentes setores. Com base nestes cenários, foram estimados Custos Marginais de Abatimento (Marginal Abatement Cost – MAC) e gerada a Curva de Custo Marginal de Abatimento (Curva MAC). Também foi definida uma taxa de atratividade para cada setor de maneira a gerar a curva de preço de equilíbrio de carbono (Break-Even Carbon Price – BECP).

As estimativas de emissões de GEE foram realizadas a partir das diretrizes metodológicas do guia do Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Foram considerados dados de atividade, como a produção física ou energia consumida e os respectivos fatores de emissão. A determinação do MAC e do BECP utilizou uma abordagem incremental e teve como referência o “Estudo de Baixo Carbono para o Brasil” (GOUVELLO et al., 2010). Para a construção das curvas MAC e do BECP empregou-se a Marginal Abatement Cost Tool (MACTool), uma ferramenta desenvolvida e gentilmente cedida pelo Banco Mundial.

Para aferir quantitativamente a contribuição de cada tecnologia na redução das emissões de GEE, foram elaborados os Wedge Graphs (gráficos de cunha) que apresentam a mitigação referente à implantação das 17 possibilidades de tecnologias e ou medidas com potencial de contribuir para a mitigação das emissões de GEE, ao longo do período avaliado.

As emissões futuras de GEE são o produto de sistemas dinâmicos complexos, determinados por forças motrizes, tais como, crescimento demográfico, desenvolvimento socioeconômico e mudança tecnológica, cuja evolução é incerta. No entanto, os cenários são imagens alternativas de como o futuro poderá se desdobrar e uma ferramenta adequada para analisar como as forças motrizes podem influenciar no resultado de emissões futuras, assim como avaliar as incertezas associadas não apresentando relação com a probabilidade de ocorrência dos mesmos (IPCC, 2000). Os cenários são descritivos e independentes, uma vez que realizam uma previsão do futuro a partir do conhecimento que os especialistas dos estudos setoriais detêm sobre os setores analisados; apresentam características de cenário de previsão, pois, a partir de dados atuais, realizaram-se projeções de produção, consumo de energia e emissão de GEE. No caso do estudo de siderurgia foi construído um cenário exploratório, uma vez que expôs possíveis direções por conta da reabertura ou não do alto-forno na Baixada Santista e seus impactos.
Estes documentos foram submetidos à consulta pública durante os meses de novembro e dezembro de 2017, algumas contribuições foram recebidas e incorporadas. E a primeira edição atualizada aqui disponível reúne este conjunto de informações.

 

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